Uma introdução à abordagem que orienta meu trabalho clínico: humanista, fenomenológica, existencial — atenta ao corpo, aos afetos e ao contexto em que cada vida acontece.
O que é a Gestalt-terapia
Uma abordagem humanista, fenomenológica e existencial da Psicologia, desenvolvida a partir do trabalho de Fritz e Laura Perls e Paul Goodman. Trabalha com a pessoa em sua totalidade — pensamentos, emoções, corpo, relações e contexto — em vez de tentar reduzi-la a um rótulo diagnóstico.
Como compreende sofrimento e saúde
O sofrimento não é encarado como defeito a corrigir, mas como sinal de algo que precisa de atenção. Saúde, nessa perspectiva, está ligada à capacidade de estar em contato — consigo, com os outros e com o mundo — de forma viva e responsiva, mesmo diante das dificuldades.
Trabalhar com o aqui e agora
A Gestalt-terapia parte do princípio de que aquilo que importa aparece, de algum modo, no presente. Memórias, expectativas e padrões antigos são acolhidos pela forma como se manifestam nesta sessão, agora — em vez de serem apenas relatados como passado distante.
Corpo e emoções no processo
Você não é só o que pensa: respiração, postura, tensões, gestos, voz e emoções fazem parte da experiência clínica. Aprender a perceber o que o corpo comunica é uma parte importante do processo, ampliando o que costumamos chamar de autoconhecimento.
Awareness — a tomada de consciência
Awareness é o cuidado em perceber, momento a momento, o que se passa em você e na relação. Não é vigilância ansiosa, mas uma forma de presença sensível — que aos poucos amplia escolhas, dá nome a sensações difusas e devolve protagonismo sobre a própria vida.
Como acontece uma sessão
Sessões têm 50 minutos, semanais, e ocorrem online por Google Meet ou Zoom. O encontro acontece em diálogo, sem roteiro fixo. Em alguns momentos, podem ser propostos pequenos experimentos, exercícios de atenção corporal ou explorações de imagens que ajudem a aprofundar a experiência.
O que a abordagem não significa
A Gestalt-terapia não promete cura imediata, fórmulas universais nem 'destravamentos rápidos'. Não substitui acompanhamento psiquiátrico quando este é necessário, e não confunde acolhimento com aconselhamento, autoajuda ou coaching.
Para quais demandas pode contribuir
Ansiedade, esgotamento, sofrimento difuso, questões de identidade, transições e perdas, dificuldades nos vínculos, busca por autoconhecimento, questões relacionadas a gênero e sexualidade, e elaboração de experiências espirituais — entre outras demandas que pedem escuta cuidadosa.
Faz sentido conversar sobre o seu momento?
Você não precisa chegar com tudo explicado. Uma conversa inicial já pode ajudar a perceber se este espaço faz sentido para você.
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